terça-feira, 3 de julho de 2012

Potencial candidato republicano à presidência dos EUA destaca a importância da Liberdade Religiosa


O que se segue é uma transcrição do discurso do ex-governador de Massachusetts, Mitt Romney chamado “Faith in America” (Fé na América), proferida na Biblioteca Presidencial George Bush em College Station, Texas. Romney falou sobre a sua visão a respeito da liberdade e da tolerância religiosa, e como a fé iria permear a sua presidência. O discurso começa com Romney falando com o ex-presidente George H. W. Bush, que o apresentou.

Romney: Obrigado, Senhor Presidente, pela sua gentil apresentação. É uma honra estar aqui hoje. Este é um lugar inspirador por causa sua e da primeira-dama, e por causa do filme exibido na biblioteca presidencial. 

Para quem ainda não viu, ele mostra o presidente quando ainda era um jovem piloto, abatido durante a Segunda Guerra Mundial, sendo resgatado de seu bote salva-vidas pela tripulação de um submarino americano. É uma lembrança comovente de quando os Estados Unidos enfrentaram desafios e perigos, e os americanos que estavam prontos e dispostos a arriscar suas próprias vidas para defender a liberdade e preservar a nossa nação. Estamos em dívida com você. Obrigado, Senhor Presidente.

Senhor Presidente, a sua geração cumpriu sua obrigação, primeiro derrotou o fascismo e depois venceu a União Soviética. Você nos deixaram, seus filhos, uma América livre e forte. É por isso que chamamos a sua a grande geração. E agora é a vez da minha geração. O modo que responderemos aos desafios de hoje irá definir nossa geração. E vai determinar que tipo de América vamos deixar para nossos filhos, e seus filhos.

A América enfrenta uma nova geração de desafios. O islamismo radical e violento procura nos destruir. Uma China emergente se esforça para superar a nossa liderança econômica. E estamos preocupados em nossa própria casa pelo excesso de gastos públicos, uso excessivo de petróleo estrangeiro, bem como a dissolução da família.

Durante o ano passado, embarcamos em um debate nacional sobre a melhor forma de preservar a liderança americana. Hoje, quero abordar um tema que acredito seja fundamental para a grandeza da América: a nossa liberdade religiosa. Eu também irei oferecer perspectivas sobre como a minha própria fé iria influenciar a minha presidência, se eu fosse eleito.


Alguns podem acreditar que a religião não é uma questão a ser seriamente considerada no contexto das sérias ameaças que enfrentamos. Se assim for, eles estão em desacordo com os fundadores da nossa nação, pois, quando nossa nação enfrentou um grande perigo, buscou as bênçãos do Criador. E mais, eles descobriram a conexão essencial entre a sobrevivência de uma nação livre e à proteção da liberdade religiosa. Nas palavras de John Adams: “Não existe um governo armado com potência capaz de competir com as desenfreadas paixões humanas pela moralidade e religião … Nossa constituição foi feita para um povo moral e religioso”.

A liberdade exige a religião, assim como religião exige a liberdade. A liberdade abre as janelas da alma, para que o homem descubra suas crenças mais profundas e comungue com Deus. A liberdade e a religião se apoiam mutualmente, ou perecem sozinhos.

Dada a nossa grande tradição de liberdade e de tolerância religiosa, alguns se perguntam se é importante considerar a religião de um candidato. Acredito que sim. E vou respondê-las hoje.
Quase 50 anos atrás outro candidato de Massachusetts explicou que ele era um americano concorrendo à presidência, e não um católico concorrendo à presidência. Assim como ele, eu sou um americano correndo a presidência. Não defino minha candidatura pela minha religião. Uma pessoa não deve ser eleita por causa de sua fé nem deve ser rejeitada por causa de sua fé.

Deixe-me assegurar-vos que nenhuma autoridade da minha Igreja, ou de qualquer outra igreja me influenciou nesse assunto, e nunca vai exercer influência nas minhas decisões na presidência. Sua autoridade se restringe aos assuntos eclesiásticos, e acaba onde os assuntos da nação começam.
Como governador, eu tentei ser o melhor, dentro da minha capacidade, servindo a lei e respondendo à Constituição. Eu não confundi os ensinamentos particulares da minha igreja com as obrigações do meu cargo e da Constituição – e, claro, eu não irei fazê-lo como presidente. Eu não irei colocar nenhuma doutrina de qualquer igreja acima dos deveres do cargo e da autoridade soberana da lei.

Quando jovem Lincoln descreveu o que chamou de “religião politica” americana – o compromisso de defender o Estado de Direito e a Constituição. Quando eu colocar a minha mão sobre a Bíblia e fizer o juramento de posse, aquele juramento se tornará a minha mais alta promessa a Deus. Se eu tiver a sorte de me tornar seu presidente, não servirei nenhuma religião, nenhum grupo, nenhuma causa, e nenhum interesse de um grupo em particular. Um presidente deve servir apenas a causa comum do povo dos Estados Unidos.

Alguns acreditam que esse compromisso não é suficiente. Eles preferem que eu simplesmente me distancie da minha religião, dizem que é mais uma tradição do que a minha convicção pessoal, ou me pedem para que eu negue um ou outro de seus preceitos. O que eu não vou fazer. Acredito na minha fé mórmon e me esforço em vivê-la. Minha fé é a fé de meus pais – e eu serei verdadeiro para com eles e para com minhas crenças.

Alguns acreditam que tal confissão da minha fé vai afundar minha candidatura. Se eles estiverem certos, que assim seja. Mas eu acho que eles subestimam o povo americano. Os americanos não respeitam os crentes de conveniência. Os americanos desprezam aqueles que abandonam suas crenças, até mesmo para ganhar o mundo.

Há uma questão fundamental sobre o qual eu fui muitas vezes questionado. O que eu acredito a respeito de Jesus Cristo? Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus e o Salvador da humanidade. As crenças da minha igreja a respeito de Cristo não podem ser as mesmas de outras fés. Cada religião tem sua própria doutrina e história. Estas não devem ser bases para a crítica, mas sim um teste para a nossa tolerância. A tolerância religiosa seria um princípio sem valor se fosse reservado apenas para as religiões com as quais concordamos.

Alguns desejam que um candidato presidencial descreva e explique as doutrinas distintivas de sua igreja. Fazê-lo seria permitir um tipo de teste religioso proibido pelos pais fundadores na Constituição. Nenhum candidato deve se tornar o porta-voz de sua fé. Porque, se ele se tornar presidente, ele receberá as orações do povo de todas as fés.

Acredito que toda a fé procura fazer com que seus seguidores se aproximem de Deus. E cada fé que conheci, possuem características que eu gostaria que estivesse presente na minha: Eu gosto muito da significativa cerimônia da missa católica, da acessibilidade a Deus das orações dos evangélicos, da ternura de espírito dos pentecostais, da independência e confiança dos luteranos, das antigas tradições dos judeus, inalterada ao longo do tempo, e o compromisso de frequente oração dos muçulmanos. A medida que viajo pelo país e vejo nossas vilas e cidades, sempre sou comovido pelas muitas casas de culto com seus campanários, todas apontando para o céu, nos lembrando da fonte das bênçãos da vida.

É importante reconhecer que, embora as diferenças na teologia existam entre as igrejas nos Estados Unidos, nós compartilhamos uma crença comum de convicções morais. Onde os assuntos de nosso país estão centrados, normalmente são sobre os grandes princípios morais que reúnem todos nós em um curso comum. Se era a causa da abolição, ou dos direitos civis, ou do próprio direito à vida, nenhum movimento de consciência pode ter sucesso nos Estados Unidos se não dialogarem com as convicções religiosas das pessoas.

Nós separamos a igreja do estado neste país por boas razões. Nenhuma religião deve interferir nos assuntos do Estado e nem o Estado deve interferir com a prática da livre religião. Mas nos últimos anos, a noção de separação entre Igreja e Estado tem sido considerada por alguns muito além do seu significado original. Eles procuram retirar do domínio público qualquer reconhecimento de Deus. A religião é vista meramente como um assunto privado sem lugar na vida pública. É como se eles tivessem a intenção de estabelecer uma nova religião na América – a religião do secularismo. Eles estão errados.

Os fundadores proibiram o estabelecimento de uma religião estatal, mas não eliminaram a religião da praça pública. Somos uma nação “Sob Deus, e em Deus, em que nós realmente confiamos”.
Devemos reconhecer o Criador como o fizeram os Fundadores – em cerimônia e palavra. Ele deve permanecer na nossa moeda, no nosso compromisso, no ensino de nossa história, e durante a temporada de férias, presépios e menorahs devem ser bem-vindos em nossos lugares públicos. Nossa grandeza não iria durar muito sem juízes que respeitam o fundamento da fé sobre a qual repousa a nossa constituição. Vou ter o cuidado de separar os assuntos do governo a partir de qualquer religião, mas não vou nos separar do “Deus que nos deu a liberdade”.

Nem vou nos separar de nosso patrimônio religioso. Talvez a questão mais importante que devemos fazer a uma pessoa de fé que busca um cargo político, é esta: será que ele compartilha os  valores americanos: a igualdade da espécie humana, a obrigação de servir um ao outro, e um firme compromisso com a liberdade?

Eles não são exclusivos de nenhuma denominação. Eles pertencem à grande herança moral que temos em comum. Eles são a terra firme em que os americanos de religiões diferentes se encontram e se levantam como uma nação, unida.

Nós acreditamos que cada ser humano é um filho de Deus – somos todos parte da família humana. A convicção do valor inerente e inalienável de toda a vida ainda é a proposição mais revolucionária e avançada da política. John Adams diz que fomos “colocados no mundo como iguais”.
A consequência final de nossa humanidade comum é a nossa responsabilidade uns para os outros, para nossos compatriotas americanos acima de tudo, mas também para cada filho de Deus. É uma obrigação que é cumprida pelos norte-americanos todos os dias, aqui e em todo o mundo, sem levar em conta credo, raça ou nacionalidade.

Os americanos reconhecem que a liberdade é um dom de Deus, não uma indulgência do governo. Nenhum povo na história do mundo se sacrificou tanto pela liberdade. A vida de centenas de milhares de filhos e filhas da América foram sacrificadas durante o século passado, para preservar a liberdade, para nós e para os povos em todo o mundo. Os Estados Unidos da América não se apropriou de nada nas terríveis guerras que travou no século passado – nenhuma terra da Alemanha ou do Japão ou da Coréia; nenhum tesouro, nenhum juramento de fidelidade. A resolução da América na defesa da liberdade tem sido testada uma e outra vez. Nunca excitou, nem nunca deve fazê-lo. Os Estados Unidos da América nunca devem vacilar em hastear bem alto a bandeira da liberdade.

Esses valores americanos, esta grande herança moral, é compartilhada e vivida em minha religião, como nas suas. Ensinaram-me em minha casa como honrar a Deus e amar o próximo. Eu vi meu pai marchar com Martin Luther King. Eu vi os meus pais oferecerem cuidado compassivo para os outros, de forma pessoal para as pessoas próximas, e liderando movimentos de voluntariado nacional. Eu sou movido pelas palavras do Senhor: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me."

Minha fé está fundamentada sobre essas verdades. Você pode testemunhá-las em Ann e no meu casamento e em nossa família. Estamos muito longe de ser perfeitos e temos certeza que tropeçamos ao longo do caminho, mas as nossas aspirações, nossos valores, são os mesmos que os de outras religiões que estão edificadas nesta base comum. E essas convicções certamente irão influenciar minha presidência.

As gerações dos norte-americanos de hoje sempre conheceram a liberdade religiosa. Talvez nós nos esquecemos do longo e árduo caminho que os fundadores dessa nação percorreram para alcançá-la. Eles vieram aqui da Inglaterra em busca da liberdade religiosa. Mas ao encontra-la para si mesmos, eles a princípio a negaram aos outros. Devido às suas diversas crenças, Ann Hutchinson foi exilada da Baia de Massachusetts, Roger Williams foi banido e Rhode Island, e dois séculos mais tarde, Brigham Young partiu para o oeste. Os americanos não foram capazes de cumprir seu compromisso com a sua própria fé e aprender a aceitar as convicções dos outros com os diferentes credos. Nisto, eles eram muito parecidos com as nações européias que haviam deixado.

Foi na Filadélfia que os pais fundadores definiram uma visão revolucionária da liberdade, baseada em verdades auto-evidentes sobre a igualdade de todos, e os direitos inalienáveis ​​com os quais cada um é dotado por seu Criador.

Nós prezamos esses sagrados direitos, e os adicionamos na nossa ordem constitucional. Acima de tudo vamos proteger a liberdade religiosa, não como uma questão política, mas como uma questão de direito. Não haverá nenhuma igreja oficial, do mesmo modo que garantiremos o livre exercício de nossa religião.

Eu não tenho certeza que apreciamos plenamente as profundas implicações da nossa tradição de liberdade religiosa. Tenho visitado muitas das magníficas catedrais na Europa. Eles são tão inspiradoras, tão grandes, mas tão vazias. Levantadas ao longo de gerações, muito tempo atrás, essas catedrais são agora um pano de fundo de um cartão postal para sociedades muito ocupadas ou demasiadamente “iluminadas” para se aventurarem em seu interior e ajoelharem-se em oração. O estabelecimento das religiões de estado na Europa não ajudou nem um pouco às igrejas da Europa. E embora você encontre muitas pessoas fervorosas lá, as próprias igrejas parecem estar definhando.

Infinitamente pior é o outro extremo, o credo da conversão pela conquista: a Jihad violenta, o assassinato como forma de martírio, matando cristãos, judeus e muçulmanos do mesmo modo. Estes radicais islâmicos fazem sua pregação não pela razão ou exemplo, mas pela coerção das mentes e pelo derramamento de sangue. Não enfrentamos perigo maior hoje do que a tirania teocrática, e o sofrimento sem limites que esses estados e grupos podem infligir se dermos a eles uma chance.
A diversidade da nossa expressão cultural, e do ritmo de nosso diálogo religioso, tem mantido a América na vanguarda das nações civilizadas, mesmo quando outros consideram a liberdade religiosa como algo a ser destruído.

Em um mundo assim, podemos ser profundamente gratos que nós vivemos em uma terra onde a razão e a religião são amigos e aliados na causa da liberdade, unidas contra os males e perigos do dia. E você pode estar certo disso: Qualquer um que acredite na liberdade religiosa, qualquer pessoa que tenha se ajoelhado em oração ao Todo-Poderoso, tem um amigo e aliado em mim. E assim é para centenas de milhões de nossos compatriotas: Não defendemos uma única estirpe religiosa – antes, nos congratulamos com a sinfonia de fé da nossa nação.

Não nos esquecemos dos primeiros dias do Primeiro Congresso Continental de Filadélfia, durante o outono de 1774. Com a cidade de Boston ocupada pelas tropas britânicas, havia rumores de hostilidades e temores de uma guerra iminente. Neste momento de perigo, alguém sugeriu que eles orassem. Mas houve objeções. Eles estavam muito divididos em suas crenças religiosas, episcopais e Quakers, anabatistas e congregacionais, presbiterianos e católicos.

Então Sam Adams levantou-se, e disse que queria ouvir uma oração de qualquer pessoa cheia de piedade e de bom caráter, desde que fosse um patriota. E assim, juntos eles oraram, e juntos eles combateram e, juntos, pela graça de Deus, eles fundaram esta grande nação.
Nesse mesmo espírito, vamos dar graças ao divino autor da liberdade. E juntos, vamos orar para que esta terra sempre possa ser abençoada com a luz sagrada da liberdade.

Deus abençoe esta grande terra, os Estados Unidos da América.



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Retrocesso: Ensino confessional em Escolas Públicas do Rio

Alunos de 80 escolas municipais terão disciplinas de 4 religiões. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro realizou concurso para contratação de cem professores de religião, que vão lecionar a partir do segundo semestre nessas unidades
Matéria de Ruben Berta e Simone Candida
23 de Junho: O GLOBO

RIO - Os pequenos alunos do 1º ao 3º ano do ensino fundamental de 80 escolas da rede municipal podem nem saber, mas voltarão das férias de julho no centro de uma polêmica. A prefeitura já realizou concurso para a contratação de cem professores de religião, que vão lecionar a partir do segundo semestre nessas unidades. O modelo será confessional, ou seja, voltado para cada credo. A princípio, serão 45 docentes católicos, 35 evangélicos, dez espíritas e dez de religiões afro-brasileiras. Apenas os estudantes cujos pais deram autorização, durante a pré-matrícula, terão um tempo de aula por semana da disciplina. Para as outras crianças, haverá “educação para valores” (apresentação de temas ligados à ética e à cidadania) durante o período vago.



A iniciativa da Secretaria municipal de Educação é consequência de uma lei, proposta pelo próprio Executivo, aprovada em outubro do ano passado pela Câmara e sancionada logo em seguida pelo prefeito Eduardo Paes. O texto criou a categoria de professor de ensino religioso nos quadros da rede, abrindo a possibilidade de concurso para até 600 docentes. A regra estabelece que os profissionais contratados “devem ser credenciados pela autoridade religiosa competente, que exigirá formação obtida em instituição por ela mantida ou reconhecida”. É exigido ainda nível superior com licenciatura plena, sem especificação de disciplina.

Tema está em análise no Supremo. Assunto que sempre gera discussões, o ensino religioso chega à rede municipal do Rio ao mesmo tempo em que é discutido no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Em 2010, a Procuradoria Geral da República entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a União e o Congresso, que ratificaram, através de decreto, o texto de um acordo firmado no governo Lula com a Santa Sé, dizendo que “o ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários das escolas públicas de ensino fundamental”.

Apesar de o mesmo texto do acordo ressaltar que “está assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição”, a procuradoria defende o ensino não confessional, de caráter ecumênico. A principal alegação é que o acordo com a Santa Sé fere a Carta Magna ao violar o princípio da laicidade do Estado. O processo ainda está em análise, tendo como relator o ministro Carlos Ayres Britto.

No Rio, o processo de aprovação da lei foi recheado de discussões. O texto original do Executivo acabou recebendo emendas. O presidente da Comissão de Educação da Câmara, Paulo Messina (PV), afirmou que, por ele, o projeto teria sido derrubado, mas destacou as mudanças obtidas:

— O projeto surgiu de um acordo do prefeito com a Igreja Católica. Ao menos garantimos o caráter plural do ensino, ou seja, se um pai disser que quer que seu filho tenha aula de uma determinada religião, ele tem o direito de exigir isso. Outro ponto importante foi a prioridade para escolas de tempo integral, para que não fossem retirados tempos de outras disciplinas para a introdução do ensino religioso.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o prefeito informou que, para a elaboração do projeto de lei, “houve um entendimento entre diversas denominações, e a Igreja Católica foi uma das grandes parceiras da prefeitura”. A secretária de Educação, Claudia Costin, não quis se pronunciar sobre o assunto. Entre as unidades que terão a disciplina a partir do segundo semestre, estão as escolas municipais República do Peru, no Méier; Canadá, no Estácio; e Capistrano de Abreu, no Jardim Botânico.

Bispo auxiliar e referencial paraensino religioso da Arquidiocese do Rio, dom Nelson Francelino Ferreira defendeu o modelo que está sendo implementado no município:

— A educação tem que estar voltada para o desenvolvimento integral. E o elemento religioso é essencial para a estrutura da pessoa humana. Não pode estar de fora da escola. O Estado deve dar espaço para que esse elemento essencial esteja presente, conforme a crença dos pais dos alunos. O nosso Estado é laico, o que não significa que seja ateu.

Dom Nelson acrescentou que, para os professores católicos da rede municipal, foi pedida formação em teologia:

— Faremos um acompanhamento paralelo para que haja uma formação ecumênica dos profissionais. Estamos atentos para que o ensino religioso não seja usado como elemento de proselitismo. Não é catequese.

Já o coordenador do Observatório da Laicidade do Estado, da UFRJ, Luiz Antônio Cunha, é contra o ensino religioso confessional:

— Há uma espécie de desistência do Estado de assumir suas atividades pedagógicas ao transferi-las para instituições religiosas. Os professores das escolas públicas são pagos por todo o povo, através de impostos, inclusive daquelas pessoas que não têm religião.

Reverendo diz que apoia a iniciativa. Para o reverendo Daniel Rangel, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a medida da prefeitura vai ajudar a sociedade carioca a aceitar melhor a pluralidade de religiões:

— Acho positivo porque vai ensinar às crianças não apenas valores éticos ligados à sociedade civil, mas à religião. Vai ser uma oportunidade de a sociedade do Rio aprender a se relacionar com a pluralidade religiosa.

Pela primeira redação da Lei de Diretrizes e Bases, que criou em 1996 as normas atuais da educação, o ensino religioso não poderia trazer ônus aos cofres públicos. Ou seja, a contratação de professores, por exemplo, era vedada. Em 1997, esse artigo foi retirado. Ficou determinado que estados e municípios estabelecessem suas normas, “assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa”.



Fonte: http://oglobo.globo.com/educacao/alunos-de-80-escolas-municipais-terao-disciplinas-de-4-religioes-5295141

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Liberdade Religiosa nas Escolas Confecionais

Ensino Confessional forma para a vida
Mais do que formação acadêmica voltada ao vestibular. A proposta de colégios confessionais é oferecer aprendizado ético e norteado por valores como amor ao próximo e igualdade.
Matéria de Natália Fernandes
Diário do Grande ABC

 No Grande ABC, pelo menos quatro comunidades religiosas são contempladas com escolas que visam preparar o estudante de acordo com os preceitos básicos das doutrinas a que estão vinculadas. O curioso é que mesmo famílias que não seguem preceitos católicos, islamitas, metodistas e adventistas podem e acabam matriculando seus filhos nestes centros de ensino.

Diferentemente do ensino público que é laico, as instituições particulares têm a formação religiosa em sua grade curricular. Isso não quer dizer que o aluno será doutrinado, já que a proposta é despertar nos estudantes o pensamento solidário e respeito às diferenças. Tudo para envolver a comunidade que não pertence àquela religião específica.

As instituições também não usam a religião como critério para a contratação de profissionais. Outra característica é a seriedade e a tradição em manter regras para evitar exageros em relação a vestimenta e comportamento, por exemplo.

Ensino baseado em valores e princípios éticos


O colégio católico ESI (Educação Scalabriana Integrada) São José de Santo André - fundado há 68 anos -, tem 90% de seus 1.200 alunos como seguidores do catolicismo. Segundo a diretora da instituição de ensino, Irmã Daugana Maria Soares, os pais procuram no colégio formação que vai além do preparo para o vestibular. "Trabalhamos os valores e princípios éticos".

Além dos aspectos do catolicismo estarem inseridos no espaço, na forma de imagens de santos e capela, onde alunos praticam oração uma vez por semana, a reza está implícita no cotidiano da instituição. Antes das aulas, oração é proferida em som ambiente e para o Ensino Infantil, o agradecimento pelo alimento está presente antes das refeições. Já a catequese para as crianças e a participação em missas são opcionais.

Colégio Adventista educa para a eternidade

O colégio Adventista é a segunda maior rede confessional do mundo. Na região, há cinco instituições de ensino que seguem os preceitos da religião. A unidade de São Bernardo tem 15 anos e cerca de 10% dos 900 alunos adventistas. Apesar disso, os ensinamentos bíblicos decoram o ambiente na forma de salmos e imagens de Jesus Cristo. Orações também são realizadas diariamente antes do começo das aulas. O diretor da escola, Heber Ferreira de Oliveira, explica que a filosofia do colégio é de que os ensinamentos são para a eternidade.

Os pais, ainda que não pertencentes à mesma religião, sentem-se satisfeitos, caso do ferramenteiro Eliedes Faustino, 47 anos. Apesar de a família ser católica, a filha, Eloísa, está no 7º ano da escola adventista. "Deus é um só e estou satisfeito com a qualidade do ensino", destaca. No próximo ano, ele colocará a filha mais nova no colégio.

Alunos metodistas são minoria na instituição de S.Bernardo

 Aproximadamente 15% dos alunos matriculados no Colégio Metodista de São Bernardo - que tem 26 anos de existência - seguem a religião adotada pela instituição de ensino. O número mostra que o projeto pedagógico da escola, de oferecer ensino de qualidade unido à tarefa de formar um cidadão consciente, é o que tem atraído alunos.

A proposta de ensino segue os ensinamentos cristãos, de busca por uma sociedade melhor e igualitária para todos.

O projeto arquitetônico e a decoração em nada lembram a religião metodista. E as celebrações religiosas são optativas.

O reverendo e coordenador da Pastoral Escolar, Luiz Eduardo Prates da Silva, explica que alguns pais metodistas até cobram uma postura mais rígida por parte do colégio, no entanto, a proposta é ser uma escola plural. "Trabalhamos com o diálogo entre alunos, pais e funcionários por meio de rodas de conversa", diz.

Escola islâmica oferece ensino do idioma árabe aos alunos
 
Apesar de não ser exclusivo para a comunidade muçulmana, o Colégio Islâmico Brasileiro Abu Baker Assadik tem apenas três de seus 69 alunos de outra religião. Além de ensino focado nos ensinamentos do Alcorão - o livro sagrado dos islamitas -, a instituição criada há seis anos oferece o idioma árabe para seus alunos.

A rotina de orações das crianças - feita uma vez ao dia - obedece os mandamentos e começa com a ablução - ritual de purificação por meio de lavagem das mãos, boca, rosto, braços, cabelo, orelhas e pés. Toda sexta-feira é feita uma oração especial em agradecimento pela vida.

A diretora da escola, Verônica Hannis de Lima, explica que procurar o conhecimento é um dos pilares da religião e que o temor a Deus é outro ensinamento do colégio. Para abrir possibilidades para outros alunos, a partir do próximo ano, a ideia é oferecer outro idioma, como inglês e espanhol.

Qualidade do ensino é atrativo para pais, segundo especialista
Enquanto nos países desenvolvidos a busca por colégios confessionais se dá para o aperfeiçoamento dos alunos na religião escolhida, no Brasil, essas escolas tornaram-se opção por significarem qualidade do ensino, segundo a coordenadora do curso de Pedagogia da Unicamp, Márcia Malavasi. "Houve um desvio nessa questão ideológica", destaca.

Isso se deve, segundo a educadora, pela queda da qualidade do ensino brasileiro. "Os pais não se importam com a crença desde que tenha um bom ensino", ressalta.

Se bem trabalhadas na família, as questões humanas oferecidas nas escolas confessionais, com princípios de igualdade, perdão e amor ao próximo, colaboram para a formação pessoal, segundo Márcia.

Fonte:http://www.dgabc.com.br/News/5954935/ensino-confessional-forma-para-a-vida.aspx

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Exemplo para o Brasil: Parlamento italiano discute legislação sobre liberdade religiosa

Na Câmara dos Deputados da Itália, legisladores, acadêmicos e líderes religiosos discutem a necessidade de atualização das leis sobre liberdade religiosa

14 de junho de 2012, Roma, Itália ... Um grupo de especialistas, afirmou que,  “embora a liberdade de crença na Itália seja  protegida por pactos e convenções internacionais, se faz necessária uma nova legislação para proteger as minorias religiosas.  É imperioso substituir a lei fascista de 1929-1930”. 

 Esta conclusão foi alcançada durante uma Jornada de Estudos realizada na Câmara dos Deputados da Itália no mês de maio,  em Roma.  

O estudo foi organizado pela Federação de Igrejas Evangélicas em Itália (CFIB), o Conselho de Igrejas Evangélicas e Relações com o Estado (CCIS), e do capítulo italiano da (IRLA), International Religioius Liberty Association.

A conferência foi aberta com uma mensagem de saudação do presidente da Câmara dos Deputados, Gianfranco Fini.  

Em seguida aconteceu uma intervenção do vice-presidente do Senado, Vannino Chiti, dizendo que "precisamos de uma nova lei, simplesmente porque a nossa sociedade é agora multi-religiosa, e a implementação da proteção ao direito à liberdade religiosa é fundamental para a coesão social e para a própria democracia.”


O Dia 15 de Maio foi dedicado ao estudo da liberdade religiosa durante três sessões. Na  primeira, pela manhã, várias personalidades fizeram declarações valiosas, como o  representantes da Presidência do Conselho de Ministros; do Ministério do Interior e de vários  professores universitários de renome internacional.  
Francesco Broglio Margiotta e Silvio Ferrari, ambos membros de honra da Associação Internacional para a Defesa da Liberdade Religiosa (AIDLR) sublinharam que as denominações religiosas na Itália não são "igualmente livres", como mostrado no artigo 8 º da Constituição.

Na parte da tarde houve uma sessão sobre as confissões religiosas, coordenada por Dora Bognandi, representante da IRLA na Itália. Entre os oradores compareceram representantes dos mais diversos seguimentos religiosos, como  budistas, hindus, muçulmanos e católicos romanos, batistas, adventistas, entre outros.

A representação política foi supra-partidária, sendo unânime em dizer que “uma nova lei sobre a liberdade religiosa não é apenas necessária, mas urgente.” Os parlamentares deram  especial atenção à situação na Lombardia, onde uma lei regional sobre edifícios religiosos introduzida em 2006 efetivamente limita o direito de abrir locais de culto para outras organizações religiosas diferentes da Igreja Católica.  

Vários advogados compareceram e foram assertivos em afirmar que “que o direito de ter um local de culto é parte integrante do direito fundamental à liberdade religiosa”.

A Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania (ABLIRC),  tem acompanhado esse debate ao redor do mundo porque foi fundada com o propósito de proteger, defender e promover a liberdade religiosa para todas as pessoas e organizações em todos os lugares. 

As atividades da ABLIRC se fundamentam no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela ONU em 1948, que diz " Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião o crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular."



sexta-feira, 15 de junho de 2012

Internacional: Evangélicos no Sri Lanka buscam igualdade religiosa


Organizações esperam que Governo garanta a liberdade de todas as comunidades de fé



Evangélicos no Sri Lanka buscam igualdade religiosa
Um grupo de organizações de liberdade religiosa está convocando o Sri Lanka para reconhecer oficialmente a comunidade evangélica do país.

Evangélicos no Sri Lanka são representados pela Aliança Cristã Evangélica Nacional do Sri Lanka.

A organização é membro da Aliança Evangélica Mundial e comemora seu 60 º aniversário este ano.

A Parceria de Liberdade Religiosa emitiu uma declaração pedindo ao governo do Sri Lanka que garanta a igualdade religiosa para todas as comunidades de fé.

"A proteção da liberdade religiosa é essencial para que o Sri Lanka avance como uma nação", disse Colin King. 

"A longa guerra civil no país pode ter acabado, mas são os cristãos - e especialmente os evangélicos - que continuam a enfrentar perseguição hoje".

"Houve ataques contra os cristãos, mas assim como a violência física, há também a oposição legal e as restrições com as autoridades que se recusam a reconhecer as igrejas não-tradicionais".

"Exortamos os cristãos em todo o mundo para orar por um fim a essas práticas no Sri Lanka a fim de que possa haver uma verdadeira liberdade religiosa para todos."

A Declaração de Colombo também apela para a igreja em todo o mundo a orar "contra os contínuos ataques violentos contra o clero e os locais de culto cristão", e que "todas as comunidades religiosas possam desfrutar das garantias constitucionais sobre a liberdade religiosa".

A declaração afirma o compromisso das organizações que integram a Parceria de Liberdade Religiosa para trabalhar em prol da igualdade religiosa no Sri Lanka.

Godfrey Yogarajah, diretor-executivo da Parceria Liberdade Religiosa, disse: "Como uma nação emergente de uma guerra civil e progredindo em direção à paz, governança, estabilidade e do desenvolvimento econômico, Sri Lanka está em um momento importante na sua história e é essencial que todas as comunidades sejam tratadas de forma igual e capaz de viver em um ambiente que é propício para o gozo pleno e irrestrito de suas liberdades fundamentais. "

 Yogarajah, que lidera o Sri Lanka Aliança Evangélica, acrescentou que a declaração foi projetada para acender alguma ação.

Ele disse: "Oramos para que esta voz unida global incentive o governo do Sri Lanka e outros interessados ​​em efetuar mudanças que promovam a liberdade de pensamento, consciência, religião e crença no Sri Lanka."


Fonte: Christian Today

domingo, 10 de junho de 2012

FÓRUM ESTABELECIDO POR LEI EM PINDA DESTACA LIBERDADE RELIGIOSA COMO CAMINHO SEGURO PARA A PAZ


* Texto do Vereador José Alexandre Faria  publicado originalmente em www.agoravale.com.br

“Liberdade Religiosa Caminho seguro para a paz”, foi a frase que me chamou atenção no discurso do Papa Bento XVI no Dia Mundial da Paz em 01 de janeiro de 2010. Sempre tive com clareza, que todo Parlamentar que vive sua crença e religiosidade, especialmente na condição de cristão católico, têm como principal missão resguardar os dois bens maiores da humanidade, a família e a religiosidade.
Neste mesmo ano tive o privilégio de participar nesta Casa de Leis juntamente com cerca de 300 pessoas do XIV Fórum Paulista de Liberdade Religiosa e Cidadania dia 11 de maio de 2010.
O evento foi promovido pela ABLIRC, Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania e teve o apoio da geradora da TV Novo Tempo.

Foi marcante aquele momento, pois veio de encontro ao desejo que tinha em mente e no coração de que esta Casa de Leis se abrisse para o dialogo e a participação dos diversos seguimentos do Município que constroem a dignidade humana.

Logo em seguida, conversei com o Professor Samuel Luz, Presidente da ABLIRC, que com muito entusiasmo me deu seu consentimento e apoio. Assim tivemos a oportunidade de Pindamonhangaba, estar na condição de primeira cidade a institui por Lei o Dia Municipal do Fórum de Discussão de Liberdade Religiosa e Cidadania, o dia 11 de maio para relembrar o 19º Fórum Paulista de Liberdade Religiosa e Cidadania, e muitos que aqui estavam em 2010, hoje também retornam.

Foi um importante passo, e já colhemos frutos, como a adesão da OAB 52ª Subsecção de Pindamonhangaba, que aderiu ao movimento criando a Comissão de Liberdade Religiosa e Cidadania para Pindamonhangaba.

Quero recordar uma das falas daquela noite do Professor Samuel Luz:

“As representações da sociedade compareceram, as intervenções foram positivas e a bandeira em defesa e promoção da liberdade religiosa, certamente tremulará altaneira a partir de Pindamonhangaba para todo o Vale do Paraíba e para o Brasil”, que soou como uma profecia, pois hoje diversas cidades já estão criando suas Leis, a partir de Pindamonhangaba, o que nos honra, dignifica e principalmente nos enche de zelo e responsabilidade de seguir em defesa da Liberdade Religiosa e da Cidadania.

Muitos ainda não entendem, alimentam intolerâncias, têm dificuldades em conviverem com o diferente, não conseguem perceber que verdadeiramente o que nos torna semelhantes, na essência são as diferenças, pois não nascemos todos iguais. A intolerância, seja de qualquer tipo de manifestação é uma seta profunda que fere a humanidade na sua essência, e sei o que digo, pois já provei desta dor.

A liberdade religiosa, que está na base de todas as outras liberdades, é o que garante a verdadeira dignidade que tem a pessoa humana. Um exame realista leva, infelizmente, a reconhecer que, no nosso tempo, em uma cultura dominante onde o consumismo, a busca desenfreada por prazer, através do acúmulo de bens e riquezas, infere contra a humanidade ataques profundos a sua crença. "Nenhuma liberdade, nem sequer a liberdade de expressão, é absoluta: com efeito, ela encontra o seu limite no dever de respeitar a dignidade e a legítima liberdade do próximo,” destacou o líder da ABLIRC.

Santo Agostinho escreve: "Encontrei muitos com desejos de enganar outros, mas não encontrei ninguém que quisesse ser enganado ".

“Considera-se que uma pessoa alcançou a idade adulta, quando consegue discernir, por seus próprios meios, entre aquilo que é verdadeiro e o que é falso, formando um juízo pessoal sobre a realidade objectiva das coisas.” « Não há moral sem liberdade (...). Se existe o direito de ser respeitado no próprio caminho em busca da verdade, há ainda antes a obrigação moral grave para cada um de procurar a verdade e de aderir a ela, uma vez conhecida » (P ão Paulo II -Veritatis splendor).

Portanto a verdade é tão ampla, que cada tem a liberdade de formular e conceber a sua própria.
Por isso, é necessário que os valores escolhidos e procurados na vida sejam verdadeiros, porque só estes é que podem aperfeiçoar a pessoa, realizando a sua natureza. Não é fechando-se em si mesmo que o homem encontra esta verdade dos valores, mas abrindo-se para a receber mesmo de dimensões que o transcendem. Esta é uma condição necessária para que cada um se torne ele mesmo e cresça como pessoa adulta e madura.

Sejam todos bem vindos, acolho-os com especial carinho, e que caminhar pelo subjetivo da vida humana com dignidade, seja nosso principal objetivo.

Assim falou o Vereador Alexandre Faria – Autor da Lei 5112 de 10/08/2010, que criou o Dia Municipal do Fórum de Liberdade Religiosa e Cidadania, por ocasião do III Fórum de Liberdade Religiosa e Cidadania de Pindaminhangaba no dia 15 de Maio de 2012.

Palestrantes do Forum:

*Professor Samuel Luz: Presidente da ABLIRC - Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania.

*Dr. Paulo Rogério Bastos Costa - Promotor de Justiça do Estado de São Paulo - Comunidade Espirita.

*Professor Germano Rivera - Fazenda Nova Gokula- Comunidade Hare Krishna de Pindamonhangaba.

*Pastor Gilberto Gil Rebello - Assembléia de Deus Ministério Belém - Pindamonhangaba.

*Pastor Jônatas Ferreira - Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Pindamonhangaba.

*Pastor Jefferson Castilho: Conselheiro Regional da ABLIRC no Vale do Paraíba

*Padre Julio Azarito - Diretor da Associação Pro Coalizões Brasil - Paróquia São Benedito de Pindamonhangaba.

*Professor Enéas Silva Santos - Presidente do Conselho Municipal da Comunidade Negra - Religiões de Matrizes Africanas.

Fonte: http://www.agoravale.com.br/colunas/default.asp?id=37309&cod=17