quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Igreja Anglicana designa primeira mulher para cargo de bispo


A Igreja da Inglaterra nomeou nesta quarta-feira Libby Lane a primeira mulher para o cargo de bispo em 500 anos de história. O anúncio da escolha de Lane para a função aconteceu cinco meses depois de a igreja encerrar uma longa discussão, resolvida pelo voto, que permitiu que mulheres atuem como bispos.

Lane, que qualificou sua promoção a bispo de Stockport "uma alegria inesperada", marcou seu primeiro ato após a nomeação liderando uma oração pelas vítimas do massacre do Taleban numa escola no Paquistão.
"Estou muito consciente de todos os que vieram antes de mim, mulheres e homens, que por décadas esperaram por este momento", declarou.
O arcebispo da Cantuária, Justin Welby, que conseguiu elevar a participação das mulheres na liderança da igreja, disse estar "absolutamente encantado" como a indicação.
O primeiro-ministro David Cameron declarou que se trata de "uma nomeação histórica e um passo importante para a igreja na direção de maior igualdade em posições importantes".
Lane foi ordenada em 1994 e foi uma das primeiras mulheres a se tornar clérigo da igreja anglicana. Sua biografia, no site da igreja St. Peter's Hale, onde ela atua, diz que seus interesses incluem "aprender a tocar saxofone, torcer para o Manchester United, ler e fazer palavras cruzadas".
A comunidade mundial anglicana, composta por 80 milhões de fiéis e cujos integrantes englobam desde evangélicos conservadores a partidários do casamento gay, é bastante dividia a respeito do papel da mulher na liderança da igreja.
A Igreja Episcopal dos Estados Unidos foi a primeira integrante desta comunidade a ter uma mulher atuando como bispo e atualmente é liderada por uma mulher.
A assembleia nacional da Igreja Anglicana, o Sínodo Geral, votou e aprovou a medida em julho, após o fracasso de uma tentativa anterior realizada dois anos antes. Lane será ordenada no mês que vem como bispo sufragâneo, ou seja, subordinada a um bispo diocesano. 
Fonte: Associated Press, via: http://www.jornalacidade.com.br

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Liberdade Religiosa é foco de Coalizão Internacional de Parlamentares

O mês de novembro de 2014 registra o início de uma nova etapa para a defesa, proteção e promoção da Liberdade Religiosa. Renomadas instituições congratularam-se com a iniciativa do lançamento da Coalizão Internacional de Parlamentares para proteger a liberdade religiosa e para combater a perseguição. 
A IRLA - International Religious Liberty Association, através de seu Secretário-Geral, Dr. John Graz, afirma que esta é uma boa iniciativa e acentua que a presença do Relator Especial das Nações Unidas sobre a Liberdade de Religião ou Crença, Dr. Heiner Bielfeldt, e o papel desempenhado pela Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) dá credibilidade ao processo recém estabelecido.

"O fato dos participantes assinarem uma Carta para a Liberdade de Religião e Crença é um sinal positivo", disse John Graz. "A IRLA e suas ONG's parceiras, ativas em muitos países do mundo, vão saber buscar os parlamentares comprometidos com a causa, com quem possam cooperar." Acrescentou ainda: "O apoio dos parlamentares é muito importante para trazer a questão da liberdade religiosa e da perseguição à atenção dos governos do mundo."

No Brasil a ABLIRC - Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania é a instituição filiada à IRLA, que tem exercido um importante papel na sensibilização da sociedade sobre a relevância da proteção e promoção da Liberdade Religiosa. "Temos articulado ações junto ao legislativo em todas as instâncias. No Estado de São Paulo quase 10 Câmaras Municipais estabeleceram leis sobre o tema. As Assembleias Legislativas de vários Estados também têm se manifestado e na Câmara Federal há uma importante articulação em andamento, que muito favorecerá a proposta da Coalizão", declara Samuel Luz, presidente da ABLIRC. 

A sucursal da IRLA na América do Sul, liderada por Rafael Rossi (foto ao lado), realizou o I Fórum Sul-Americano de Liberdade Religiosa e Cidadania em 19 de maio desse ano, mobilizando lideranças civis e religiosas de 8 países sob sua jurisdição no continente, além de representantes dos E.U.A, contabilizando um público qualificado de mais de 300 participantes. O evento aconteceu no plenário Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. 

"Temos significativa articulação com representantes governamentais da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, que terão papel destacado nesse processo. A realização sistemática de Fóruns e Simpósios sobre Liberdade Religiosa no Congresso de todos esses países tem sensibilizado os parlamentares, que estão se despertando para essa causa", declara. 

Para o advogado Bernardo Pablo Sukiennik, vice-presidente da Comissão de Liberdade Religiosa da OAB-DF (foto ao lado), "trata-se de uma iniciativa sem precedentes na história e que certamente buscará conter a tendência de ampliação de restrições ao direito fundamental da liberdade religiosa, que tem ameaçado vários países do mundo, inclusive na América Latina", argumenta o líder da OAB-DF.

" Essa iniciativa gerará um impulso importante para a promoção da liberdade religiosa no Brasil e no mundo", destacou a advogada Damaris Moura, da Comissão de Direito e Liberdade Religiosa da OAB-SP. 

O presidente da ANAJURE - Associação Nacional de Juristas Evangélicos, Uziel Santana, participou do lançamento da coalizão em Oslo, no parlamento norueguês, a convite da USCIRF - Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional, junto com os parlamentares brasileiros, que lá compareceram em missão oficial, os Deputados Federais Leonardo Quintão (Minas Gerais) e Roberto de Lucena (São Paulo) representando o Brasil no Painel Internacional de Parlamentares pela Liberdade de Religião ou Crença (International Panel of Parliamentarians – IPP – for Freedom of Religion or Belief), com representantes de 18 países da  Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul.

(Na foto abaixo Drª Damaris Moura e Dr. Uziel Santana, líderes da OAB-SP e da ANAJURE, respectivamente)

No clímax da cúpula de parlamentares em Oslo que foi a assinatura da Carta às nações,  o Dr. Uziel afirmou: "Hoje foi um dia histórico e especial para as nações. Pela primeira vez, parlamentares de várias partes do mundo – "supported by" instituições como Stefanus Alliansen, ANAJURE, CSW, USCIRF, etc – assinam declaração em favor do cumprimento do art. 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos que trata da liberdade religiosa, e cartas dirigidas a países que violam tal direito humano fundamental. A importância crucial desse movimento está no fato de que os parlamentares representam mais que o governo do seu país, isto é, representam o próprio “povo”, a própria sociedade civil organizada e esta, em geral, clama pelo respeito aos direitos humanos fundamentais, entre eles, a liberdade religiosa. O trabalho só está começando. Vamos em frente", finalizou o líder da ANAJURE.

Fontes: www.irla.org
            www.anajure.org.br
            http://www.uscirf.gov/news-room/press-releases/uscirf-helps-launch-international-parliamentary-coalition-advance-religious





Liberdade Religiosa e Estado Laico é tema de programa da TV Senado

Com a proclamação da República, o Brasil deixou de ser um País católico e passou a ser um Estado laico. A liberdade de crença e de culto é garantida pela Constituição. Para conversar sobre o assunto, o Cidadania entrevista Christiane Pantoja, pres. da Comissão de Estudos Constitucionais da OAB-DF, e Bernardo Pablo Sukiennik, advogado estudioso sobre direitos de liberdade religiosa.

Veja o programa:

domingo, 16 de novembro de 2014

G20 apoia iniciativas sobre Liberdade Religiosa e Negócios

Impulso emocionante para a Liberdade Religiosa e Negócios no G20, Fórum Econômico Mundial e na ONU 
Carta do Presidente da Fundação Liberdade Religiosa e Negócios, Brian Grim: 
Caros amigos e colegas: 
"Emocionante" não é uma expressão geralmente associada com a liberdade religiosa. No entanto, o mais emocionante é o que  descreve a resposta das principais organizações internacionais e empresas, governo e líderes religiosos que têm entendido que a liberdade religiosa é boa para os negócios. As empresas desempenham um papel fundamental no apoio à compreensão inter-religiosa, à paz mundial e à liberdade religiosa.
É claro que muito trabalho precisa ser feito, mas este novo impulso sugere que a empresa responsável tem o poder não só para criar um futuro global das economias inovadoras e sustentáveis, mas também um futuro onde a liberdade e a diversidade religiosa sejam respeitadas.

Por favor, se juntar a mim nesta jornada incrível descrito abaixo. E, se você puder se junte a mim na ONU em Nova York em 10 de dezembro, onde eu vou dar mais uma atualização!

Brian Grim - Presidente
Religious Liberty & Business Foundation

Continua o líder da Fundação Liberdade Religiosa e Negócios:

Atualmente, estou em uma turnê por quatro cidades na Australia realizando discursos onde apresento a tese de que a liberdade religiosa é boa para os negócios. Estou participando de um conjunto de ações que ocorrem simultaneamente com as reuniões dos G20 em Brisbane, onde líderes mundiais estão discutindo novas abordagens para garantir o crescimento econômico sustentado nos próximos anos para tirar as pessoas da pobreza.

Na rádio nacional e local australiana estive discutindo como a liberdade religiosa é um componente essencial do crescimento econômico sustentável, porque quando os cidadãos de todas as religiões são membros ativos de uma sociedade e têm a sua fé respeitada, são mais inovadores e a motivação dessas pessoas aumenta exponencialmente.

Recentemente, como parte da série "conversas importantes", eu apresentei o que postei no meu blog, para o Fórum Econômico Mundial, que o investimento nos negócios que leva em consideração as situações de grupos religiosos perseguidos, como os cristãos no Oriente Médio ou Dalits no Nepal e Paquistão , não só capacita esses grupos marginalizados, mas também remove o espaço que de outra forma poderia ser controlado por movimentos terroristas, como o ISIS, por exemplo.

Logo mais, na segunda-feira, eu vou estar falando na reunião de Interfé, para os G20, em Cimeira, grupo que reúne algumas das melhores mentes de todo o mundo. Lá abordaremos como matérias da fé na criação de economias podem ser sustentáveis e éticas. Este evento inaugural tem como objetivo acompanhar anualmente os líderes do G20 em suas reuniões. A próxima cúpula do G20 se reunirá na Turquia, em 2015.

Mais tarde, na próxima semana, eu vou falar perante o Encontro Curadores da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Austrália (CEDA), em seguida, para alunos e professores em Notre Dame Law School (Sydney) e perante o curso de Direito da Universidade de Adelaide.

Em cada uma dessas reuniões terei a oportunidade de apresentar a pesquisa empírica mostrando que a liberdade de religião ou crença, quando protegida pelos governos e respeitada pelos cidadãos, não só resulta em menos conflito e violência, mas também em melhores resultados sociais e econômicos, incluindo uma vida melhor para mulheres. O resultado disso é que o respeito profissional e a promoção da compreensão inter-religiosa paga dividendos em paz e estabilidade, bem como proporciona outros benefícios não menos importantes.

Mais algumas boas notícias:

O fundador e diretor-executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, convidou os membros do "Conselho sobre o Papel da Fé", do qual sou um membro e o conselheiro, Chris Seiple, seu presidente - para participar de um jantar privado, em Dubai, com o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown. Também participaram o ex-presidente de Gana, John Kufuor, ex-presidente da Associação Americana de Advogados, Laurel Bellows, o cardeal católico John Onaiyekan da Nigéria, bem como o presidente e fundador do Sojourner, Jim Wallis.

O bilionário brasileiro e novo membro do Fórum Econômico Mundial, do conselho religião, Carlos W. Martins, estava tão inspirado pela conexão entre a liberdade religiosa e negócios, que produziu um pequeno vídeo para dizer ao mundo sobre a importância dessa conexão.

Esses eventos fizeram parte do 3º dia de reunião do Conselho da Agenda Global, onde o papel da religião e sua relação com os negócios foi amplamente discutido, visando desenvolver um conjunto de ferramentas que irão ajudar as empresas a descobrirem que a relação entre religião negócios é boa paraa economia. Grande parte do trabalho da Fundação Liberdade Religiosa & Negócios pode contribuir diretamente para realizar esta missão emocionante.

Ainda outra boa notícia:


Brian Grim e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon se reunem para tratar de Negócios das Nações e a Paz Mundial, na ONU, em Nova York

Realizei ainda uma série de eventos em parceria com o Pacto Global das Nações Unidas para a iniciativa de paz, incluindo uma reunião global através da internet (webnar) e a publicação lançada juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, onde apontarei as ONG's que tratam das questões de liberdade de religião ou crença, para a formação de uma comissão sobre estas e outras iniciativas da Fundação Liberdade Religiosa & Negócios nas Nações Unidas, em Nova Iorque, em 10 de dezembro, às 14:00 em 866 UN Plaza (Suite 120).

Contatos:

Michael De Dora
Presidente www.unfrb.org
Comitê de ONGs sobre a Liberdade de Religião ou Crença
Email: unforb@gmail.com

Participe da
Milan Expo 2015: Alimentos | Fé | Negócios | Liberdade

Participe dessa iniciativa:
Rio 2016 Liberdade Religiosa & Prêmios Olímpicos

Fonte: http://religiousfreedomandbusiness.org/


sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Criacionismo poderá compor currículo das escolas do Paraná

Projeto do deputado Artagão Júnior (PMDB - Paraná) propõe que seja incluído no currículo da rede estadual de ensino “conteúdos sobre criacionismo”, a teoria religiosa que nega a evolução das espécies e defende que Deus criou os animais e plantas da forma como é descrito na Bíblia. A proposta estava na pauta de ontem da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná.

Mas a votação foi adiada porque os parlamentares aguardam um parecer da Secretaria Estadual de Educação sobre a proposta, que deve voltar à pauta da CCJ na terça-feira que vem.

Na defesa da proposta, o parlamentar afirma que os estudantes ficam confusos ao aprender na escola o evolucionismo (a teoria científica oficial) e na igreja o criacionismo. “Ensinar apenas o evolucionismo nas escolas é ir contra a liberdade de crença de nosso povo”, justifica Artagão no texto do projeto.

Laicidade. A proposta já havia sido apresentada pelo deputado em 2007, mas acabou arquivada. “Não estou impondo nada nem dizendo o que é certo ou errado. Mas é importante a discussão de um tema em que a grande maioria da população acredita”, afirma Artagão. Para ele, o projeto não fere a laicidade do Estado. Segundo o deputado, não há nada que garanta que a teoria da evolução realmente ocorreu (a ciência, porém, assegura que a teoria já foi corroborada). Por isso não haveria motivos para que o criacionismo não seja discutido pela comunidade escolar.

Outros deputados têm visão semelhante. “Desde que a escola inclua também visões não teístas, não vejo problema”, diz o deputado Péricles de Mello (PT), ex-presidente da Comissão de Educação da Assembleia. “Justamente pelo fato de o Estado ser laico, ele pode contribuir com o diálogo religioso.” Péricles, porém, é contra a obrigatoriedade do ensino religioso e defende que os temas escolhidos para discussão com os alunos sejam definidos por um conselho.

Papa. A Igreja Católica tem posição favorável ao ensino do evolucionismo. Em uma declaração no fim do mês passado, o Papa Francisco afirmou que a teoria da evolução está correta e não é incompatível com a crença religiosa. O papa disse o mesmo sobre a teoria do Big Bang da criação do universo.

Colaborou: Márcio Xavier
Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Guarda do Sábado é mantida em decisão do Tribunal de Justiça de Goiás

Aluno não pode ser reprovado por faltar aulas em razão de sua crença religiosa. Este é o entendimento da 5ª Câmara Cível que, por unanimidade, seguiu voto do relator, o desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição (foto) e manteve decisão da comarca de Goiânia, que determinou à Faculdade Padrão abonar as faltas de Patrícia Teixeira Ferreira em disciplina ministrada no período noturno das sextas-feiras. Patrícia é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia e não pode, por convicção religiosa, trabalhar do por do sol de sexta-feira até o sábado no mesmo horário. 
A faculdade interpôs recurso para a reforma de sentença porque, segundo ela, o curso foi disponibilizado em dia diferente e, mesmo assim, Patrícia faltou diversas aulas, sendo reprovada. O desembargador, entretanto, observou, pelos documentos colecionados por Patrícia, que ela presenciou as aulas na quinta-feira, com outra turma. “O professor concordou em ministrar aulas à requerida em horários diversos, em razão da sua crença religiosa, tendo a mesma, inclusive, obtido boas notas na matéria, o que não justifica sua reprovação por faltas”, afirmou o magistrado.
Alan Sebastião citou o artigo 5º da Constituição Federal, que em seu inciso VII, preceitua que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”. Sendo assim, entendeu que Patrícia tem direito de ter suas faltas abonadas em razão de sua crença religiosa. “Os requeridos/apelantes não podem impor sanções ou penalidades, de maneira arbitrária, eis que os ritos religiosos e a própria crença devem ser exercidos em sua plenitude, em observância aos princípios constitucionais”. Veja a decisão(Texto: Daniel Paiva – estagiário do Centro de Comunicação Social do TJGO)

Fonte: www.tjgo.jus.br

Secretaria da Igualdade Racial da cidade de São Paulo realiza Simpósio sobre Genocídio Étnico, Cultural e Religioso

Atividade contou com uma série de depoimentos a respeito das variadas formas de genocídio e etnocídio.

A Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial (SMPIR) promoveu o I Simpósio sobre  Genocídio Étnico, Cultural, e Religioso. O evento realizado em parceria com o Grupo de Trabalho formado para articular a instituição do futuro Comitê Municipal de Liberdade de Crença e Cultura de Paz de São Paulo – COMPASP e com a  ABLIRC – Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania, trouxe visões e vivências a respeito da intolerância e crimes de ódio como o Holocausto e o racismo no Brasil. O Mestre de Cerimônia do Simpósio foi o ator Luiz Laffey. 
O secretário Antonio Pinto, da Promoção da Igualdade Racial, relembrou a barbárie da escravidão dos povos africanos no Brasil. Exemplificou a diversidade religiosa existente nos seio das famílias brasileiras, principalmente nas negras, que têm no mesmo espaço vários adeptos das religiões de matriz africana e do cristianismo. 

Antonio ressaltou a maneira alarmante com que as manifestações de intolerância foram veiculadas nas redes sociais durante o processo eleitoral e salientou o genocídio da juventude negra nas periferias das cidades brasileiras. “O que celebramos aqui é um processo de construção da paz. São dois povos que foram massacrados pela intolerância. Temos que estar unidos pela garantia da paz e da diversidade” declarou o secretário.
Karel A. Reynolds, diretora do Museu do Holocausto da Carolina do Norte nos Estados Unidos e uma das maiores estudiosas a respeito do genocídio em todo mundo, comentou as atrocidades que levaram à morte mais de seis milhões de judeus durante a ditadura nazista alemã. Para Karel é preciso entender como sociedades, países com democracia estabelecida podem se desumanizar e implantar um regime de morte a exemplo da Alemanha. A pesquisadora citou o genocídio em Ruanda, em 1994, que levou  à morte mais de 800 mil pessoas em cem dias e criticou a maneira como as organizações mundiais assistiram caladas a mortandade de tantas pessoas. Reynolds acredita que o a memória do Holocausto serve como um alerta a toda humanidade a respeito do terror que o ódio racial pode implantar em uma democracia. “Nós podemos ser a voz para condenar o ódio em nossa geração”, afirmou a diretora do Museu do Holocausto da Carolina do Norte.
Noutra apresentação, o colunista, educador e militante Douglas Belchior da UNEAFRO – organização do movimento social negro, fez uma análise sobre a história do Brasil e sua ligação intrínseca com o genocídio. “A história do Brasil é escrita com o genocídio da população indígena e negra”, declarou Belchior. “Nunca foi dado o valor histórico para a escravidão”, completou o educador. Douglas tratou da maneira como aumenta a morte de jovens negros nas periferias das cidades do país. E mostrou dados que elucidam o racismo institucional.

O Professor Samuel Luz – presidente da ABLIRC, anunciou a entrega de dois quadros para o acervo da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial que foram transferidos ao secretário Antonio Pinto. Uma das gravuras retrata Carolina de Jesus; autora emblemática da literatura negra brasileira e escritora da obra “Quarto de Despejo”. A outra imagem retratada, em forma de artes plásticas, é um aperto de mãos, imagem que deu origem ao logo do COMPASP. A exposição “Lembrar para não repetir” mostrou uma série de pinturas que retratam cenas do holocausto judeu. Os quadros, inclusive os doados à SMPIR, foram pintados pelos alunos do Colégio Cristão Rhema. 
Rafael Zamar, violinista e Atalison Alves, clarinetista realizaram intervenções musicais, entre elas o Hino de Israel. 
Estiveram presentes autoridades como Jane Whaley - fundadora do Museu do Holocausto da Carolina do Norte; Padre José Enes de Jesus - Instituto Negro Padre Batista; Babalorixá Izaias; Rabino Ventura – COMPASP/SMPIR/FISESP; Mãe Liliana de Oxum - COMPASP/SMPIR; Pai Milton Aguirre – SOUESP; Iyá Karem de Oxum; Baba Silvio Ribeiro - COMPASP/SMPIR; Eduardo Brasil Matamoridê - representando a Secretaria Nacional de Direitos Humanos; Pastor John Martin – Igreja do Verbo Vivo; Lia Bergman - COMPASP/SMPIR; Pastor Reinaldo Siqueira – Reitor do Seminário Latino Americano de Teologia da Igreja Adventista do Sétimo Dia; Marcelo Costa – assessor especial da Secretaria Municipal de Relações Internacionais; Allan Berkiensztat – assessor econômico do Consulado Geral de Israel; Edna Roland – Coordenadora de Igualdade Racial de Guarulhos; Alan Mateus – Pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo e Franklin d’Ogum da Federação Umbandista de Carapicuíba.

Fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/igualdade_racial/

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Empresa que forçava empregado a participar de culto evangélico faz acordo



acordo judicial encerra uma queda-de-braço entre o escritório e o Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul,  que, por motivos de discriminação religiosa, ajuizou Ação Civil Pública contra o presidente da empresa. O escritório já estava proibido de exigir que os empregados rezem ou compareçam a sessões de leitura da Bíblia desde o dia 4 de fevereiro, quando o MPT conseguiu uma liminar nesta mesma vara.
Além de publicar a decisão no seu site e nos murais de avisos das empresas, o escritório comprometeu-se a veicular campanha educativa contra a discriminação, incluindo a religiosa, com valor de R$ 250 mil, entre 1º de novembro e 30 de dezembro. O esforço de divulgação inclui jornais,outdoors, rádio e televisão, conforme venha a ser definido pelo MPT, que assumiu a obrigação de fornecer o material pronto.
Para o procurador do trabalho Philippe Gomes Jardim, que esteve na audiência e assina a ACP, o acordo judicial é a melhor solução para o caso, ''na medida em que as empresas demonstraram preocupação em resolver a situação, inclusive comprometendo-se a divulgar campanha na mídia contra a discriminação, incluindo a religiosa’’.
‘‘Tirar o capeta’’
O responsável pela ação disse que os empregados sofriam pressão psicológica em função da opção religiosa. Isso porque eram constrangidos a participar de cultos evangélicos na sede da empresa, uma vez por semana. As denúncias foram confirmadas por meio de diligências e pelos depoimentos tomados em audiências na Procuradoria Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre.
Conforme os depoentes, nos cultos, o advogado dizia que iria ‘‘tirar o capeta’’ dos empregados. E quem não acreditasse em Jesus Cristo, relataram, estaria ‘‘endemoniado’’. Conforme o MPT, as manifestações são abusivas e ferem a liberdade religiosa dos funcionários, garantidas pela Constituição.
Para Jardim, a questão só foi judicializada porque a direção do escritório se recusou a resolver o problema em nível administrativo, assinando um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
Fonte: www.consultorjuridico.com.br

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Grupo Internacional de parlamentares que trabalham pela Liberdade Religiosa no mundo se reunirão na Noruega neste fim de semana.

Em Oslo, Noruega, de 6 a 9 de novembro será realizada a segunda edição do International Panel of Parliamentarians for Freedom of Religion or Belief, que se trata de uma coalizão global de líderes parlamentares sobre liberdade religiosa.
O encontro terá participação de políticos e ONGs da Ásia, Europa, América do Norte e América do Sul. Na ocasião, o Brasil será representado pelos Deputados Federais Leonardo Quintão e Roberto de Lucena, que foram indicados pela ANAJURE e estarão acompanhados pelo Dr. Uziel Santana, presidente da ANAJURE.  
O projeto, que tem liderança da Baronesa da Câmara dos Lordes, Elisabeth Berridge, que também é presidente do All Party Parliamentary Group on International Freedom of Religion or Belief da Inglaterra, tem como objetivo a formação de uma rede parlamentar mundial com representantes de vários países que trabalhem pelo cumprimento do artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, que fala sobre a liberdade de expressão e religião, na esperança de organizar uma resposta internacional contra governos autoritários que perseguem cidadãos e contra grupos radicais que usam a força e a violência para impor sua religião a outras pessoas. 
"Os desafios na área da Liberdade Religiosa são enormes, especialmente, no contexto dos países que violam, com violência física real, o art. 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ontem mesmo o mundo recebeu chocado a notícia do assassinato de um casal paquistanês cristão que foi brutalmente morto, simplesmente pelo fato de serem cristãos. No Iraque e Síria, temos visto o genocídio em massa de cristãos. Por outro lado, em países como o Brasil, cresce a chamada “violência simbólica”, onde, apesar de não haver violência física, cresce o fenômeno da desconstrução de valores religiosos através de teses secularistas e laicistas. Por tal razão, para nós da ANAJURE, participar de uma coalizão internacional deste nível, com a presença da ONU, é fundamental para as nossas pretensões de defesa irrestrita da Liberdade Religiosa. Agradecemos o convite aceito e o desafio compromissado dos deputados Quintão e Lucena a fim de liderarem este processo no parlamento brasileiro”, disse o Dr. Uziel Santana.
Com transmissão ao vivo pela internet neste link, às 18 horas (horário de Brasília) do próximo sábado (8), os parlamentares presentes no Encontro assinarão esta carta assumindo o compromisso de lutar em favor da Liberdade de expressão e religião, conforme o artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos.
A entrada do Brasil neste projeto é fruto da parceria internacional da ANAJURE com a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (United States Comission on International Religious Freedom  - USCIRF)

Fonte: www.anajure.org.br

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Acontece na Romênia 2ª Conferência Internacional de Liberdade Religiosa


Bucareste, Romênia. Nos dias 21 e 22 de outubro de 2014 aconteceu a Conferência Internacional de Liberdade Religiosa sob o tema "Consciência e Liberdade"
Promovido pela IRLA e seus parceiros, o evento teve a colaboração da Comissão de Assuntos Jurídicos da Câmara dos Deputados daquele país. cerca de 220 especialistas participaram, contando com a presença de  líderes religiosos e acadêmicos de universidades de prestígio na Europa, América e Romênia. A conferência foi realizada no Salão de Direitos Humanos do Palácio do Parlamento Romeno. Em seu discurso de abertura, Tito Corlăţean, Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou: 

"A Romênia apoia a liberdade religiosa, a tolerância religiosa, a não discriminação com base na religião, e condena qualquer ataque contra quaisquer comunidades religiosas, enquanto está a ser ativamente envolvida nas ações e atividades da comunidade internacional em promoção a esse diálogo." 

Mihnea Costoiu, ministro delegado para o Ensino Superior, Investigação Científica e Desenvolvimento tecnológico, disse: 

"A relação do ser humano com a divindade é pessoal, sendo acompanhado por uma responsabilidade individual. Ninguém e nada tem o direito de intervir, dizendo a alguém como  rezar ou a quem a rezar ". 

Victor Opaschi, Secretário de Estado para os Assuntos Religiosos, advertiu que, "Quando falamos de lei, nós podemos falar sobre a qualidade de uma lei, a sua intenção ou a visão política por trás disso, mas é tão importante para que a lei seja aplicada e respeitados os mínimos detalhes. Este é o rigor do estado de direito que, na Romênia, foi difícil de construir, mas que tem de ser a nossa preocupação permanente no longo caminho da democracia. "

A IRLA foi representada pelo seu Secretário-Geral Dr. John Graz, que abriu a Conferência e pelo seu Vice Dr. Ganoune Diop. 

Fonte: www.irla.org


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Genocídio Étnico, Cultural e Religioso é tema de Simpósio na cidade de São Paulo


Acontece na próxima segunda-feira, 10 de novembro de 2014, na Câmara Municipal de São Paulo, o I Simpósio Paulistano sobre Genocídio Étnico, Cultural e Religioso. O evento será uma realização conjunta da Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial e do Grupo de Trabalho que dará origem ao Comitê Municipal de Liberdade de Crença e Cultura de Paz de São Paulo - COMPASP, tendo a ABLIRC – Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania, como principal apoio na organização.
Durante o simpósio acontecerá no hall do Salão Nobre da Câmara, a exposição “Lembrar para não Repetir”, retratando, em forma de artes plásticas, fotos históricas de um dos maiores genocídios da humanidade, o Holocausto.

O secretário municipal de promoção da igualdade racial, Antonio da Silva Pinto, fará a abertura do evento que contará com a presença de várias autoridades e palestrantes com renomada experiência sobre o tema, dentre os quais, a professora e pesquisadora Karel A. Reynolds, mestre em Estudos de Genocídios e Holocausto e diretora do Museu do Holocausto WFCS (Carolina do Norte, Estados Unidos).

Conhecedor da realidade na periferia, o vereador Reis, quando solicitado a articular a realização do evento no salão nobre da casa legislativa da capital paulista, de pronto reservou o espaço e ofereceu todo o apoio para à organização do simpósio.

O evento também alertará a sociedade paulistana sobre o genocídio étnico, silencioso e constante, que atinge, predominantemente, a juventude negra da periferia da cidade de São Paulo. Para retratar essa situação, na ocasião será oferecida à Secretaria Municipal de Promoção da Igualdade Racial, uma tela da escritora negra, Carolina Maria de Jesus, cujo centenário se comemora em 2014, que retratou em sua obra, a difícil vida nas favelas.

Vale a pena participar. Programe-se. I Simpósio Paulistano sobre o Genocídio Étnico, Cultural e Religioso. 10 de novembro, às 9h30, na Câmara Municipal de São Paulo.

Serviço: Departamento de Comunicação – ABLIRC



Esposa de pastor é presa em Cuba por lutar pela liberdade religiosa

por Leiliane Roberta Lopes
A esposa de um pastor
batista foi presa em
Cuba no dia 16 de outubro
na cidade de
Remédios, província de Villa
Clara. O marido de Yoaxis
Marcheco Suarez,
Mario Felix
Lleonart Barroso,
é líder da luta pela
liberdade religiosa no país.


Ao ser presa a mulher foi pressionada pelas autoridades a assinar uma advertência oficial ou “ata de advertência”, um documento que de acordo com o ministério Portas Abertas pode ser usado para justificar a prisão usando acusações criminais.
Yoaxis não aceitou assinar o documento e foi intimada a parar de ter contato com elementos “contrarrevolucionários”. Seu esposo, interrogado pelos serviços de segurança cubano no dia 8 de outubro, também não aceitou assinar a ata.
O pastor Mario Felix Lleonart Barroso, a missionária Yoaxis Marcheco Suarez e o apóstolo Omar Gude Perez são autores de um documento publicado no ano passado falando sobre a liberdade religiosa em Cuba.
A declaração dos cristãos afirma que o governo cubano não respeita a liberdade de religião. O documento foi apresentado em Washington DC, nos Estados Unidos, com o título de “Trinta questões para o governo cubano”, falando sobre a recusa do governo de reconhecer oficialmente muitos grupos religiosos.
Os três cristãos fazem parte de uma organização religiosa legalmente reconhecida por Cuba, mas luta pelos outros religiosos, cristãos ou não, que são considerados ilegais pelo governo.
A ida dos religiosos para os Estados Unidos teve parceria com a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) que há alguns meses divulgou um relatório mostrando o aumento das violações de liberdade religiosa no país.
Fonte: www.gospelprime.com.br

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Semana da Comunidade Adventista é estabelecida por Lei do Vereador Reis na Cidade de São Paulo

Crédito das Fotos:

  Gute Garbelotto / CMSP

29 de outubro de 2014 entra para história da cidade de São Paulo como a data em que se comemorou pela primeira vez a Semana Municipal da Comunidade Adventista. A Câmara Municipal realizou sessão solene alusiva à data, que passa a ser celebrada anualmente na última semana do mês de outubro.
A criação da Semana Municipal da Comunidade Adventista foi possível após a aprovação do Projeto de Lei 884/2013, de autoria do Vereador Reis (PT/SP), que promulgado pelo presidente da Câmara Municipal de São Paulo, transformou-se na Lei nº 16.069, de 4 de setembro de 2014.
A solenidade homenageou representantes da comunidade adventista, entre eles os pastores Luiz Carlos Araújo, Erlon Braun e Sidionil Biazzi e teve a participação do Quarteto Ministry, da Orquestra de Sinos do Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo), do cantor adventista Daniel Lutdke e da banda da Guarda Civil Metropolitana.
Ao conceber e propor um projeto de lei para ser apreciado pela Câmara Municipal, Reis teve a intenção de reconhecer e homenagear os membros da Igreja Adventista por seu papel no desenvolvimento principalmente nos bairros de Campo Limpo, Capão Redondo e M’Boi Mirim, localizados na zona sul da cidade, e por seu papel na divulgação dos preceitos da Bíblia. O vereador também reconheceu a formação cristã adventista que recebeu no berço, no seio familiar formado por seus pais e irmãos, educação que hoje o diferencia no serviço público, ao posicionar sua atuação na representação dos munícipes dentro dos limites da ética, do respeito e da honestidade, valores tão importantes, mas que são frequentemente abandonados.
Para o pastor Luiz Carlos Araújo, presidente da Associação Paulista Sul da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a sessão solene serve para coroar o importante trabalho realizado pela Igreja, que atende cerca de 300 mil pessoas anualmente. “Foi uma surpresa quando recebemos a notícia, ficamos muito felizes e emocionados com a disponibilidade do vereador Reis de fazer essa homenagem que a gente reconhece como justa frente aos serviços prestados pela Igreja Adventista na cidade de São Paulo”.
Atualmente a Igreja Adventista está presente em 206 países e figura entre as 10 maiores do estado de São Paulo. O evento mobilizou cerca de 500 pessoas.
Fonte: www.vereadorreis.com.br

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Embaixador Robert Seiple é reconduzido à presidência da IRLA

                                                                                                                                    Por John Graz

No domingo, 12 de outubro de 2014 os membros do Conselho de Administração IRLA  reelegeram o embaixador Robert Seiple como presidente da IRLA. Em seu relatório, o secretário-geral da IRLA, Dr. John Graz, agradeceu ao Embaixador Seiple por sua liderança durante os últimos anos, destacando a importância de continuar o que está dando certo.

Dr. Graz fez um relatório sobre as atividades da IRLA que incluiu uma série de congressos, simpósios e fóruns realizados nos cinco continentes. Sublinhou que a regularidade dos eventos IRLA tem feito a diferença na promoção da liberdade religiosa. Os exemplos apresentados foram: A 16ª Reunião de Peritos IRLA; o 12º Jantar Anual da Liberdade Religiosa em Washington DC; o programa da IRLA semanal de TV "A fé global e Liberdade".

Graz destacou ainda que a estratégia dos Festivais de Liberdade Religiosa têm proporcionado a promoção pública da liberdade religiosa a um nível nunca antes alcançado e que desde o início já reuniram mais 260 mil pessoas nos cinco continentes. De novembro de 2014 a maio 2015, dez Festivais  acontecerão, reunindo mais de 150 mil participantes.

O Secretário-Geral da IRLA anunciou que o18º Congresso Mundial de Liberdade Religiosa será pela primeira vez em Fort Lauderdale, Florida, de 22-24 agosto de 2017. A IRLA tornou-se uma das ONGs mais ativas na promoção da liberdade religiosa ao redor mundo.

Durante o Conselho de Administração em reunião realizada na quarta-feira, 08 de outubro, o Dr. Ganoune Diop e o advogado Dwayne Leslie apresentaram os relatórios sobre os trabalhos na ONU e no Congresso norte-americano, respectivamente..

Fonte: www.irla.org

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Após 20 dias de cativeiro pastor é libertado na Ucrânia

Sergei Litovchenko, pastor 
da igreja Adventista do 
Sétimo Dia de Horlivka, no 
leste da Ucrânia, 
reencontra-se com a sua 
família após 20 dias de
cativeiro.

A igreja local e os familiares agradecem a todos os adventistas e às pessoas que oraram pela libertação do pastor Litovchenko durante esta dura provação.
“Estamos muito felizes por saber que o pastor Litovchenko está bem de saúde”, disse Garrett Caldwell, porta-voz da Igreja Adventista do Sétimo Dia. “Temos de continuar a trabalhar e orar pela segurança dos nossos ministros e pelos crentes que se encontram em áreas onde existam conflitos.”
Litovchenko foi raptado no dia 27 de setembro quando interromperam o serviço de culto e forçaram os adoradores a dispersar.
Fonte: Ad7 News | ANN

Reflexão sobre religião e política

                                                                                             *GABRIEL NOVIS NEVES
Recente pesquisa nacional nos informa que noventa e sete por cento dos brasileiros acreditam em Deus.

O assunto religião e fé ficam mais expostos no período eleitoral. Todos os candidatos a cargos eletivos fazem verdadeiras peregrinações pelas igrejas e templos: judaicas, cristãs, africanas, muçulmanas, budistas, islâmicas ou outras de manifestações de cultura religiosa.

Não percebem o ridículo que propiciam aos observadores do comportamento humano. Candidatos hipócritas chegam a manifestar aos mais íntimos que vão a esses santuários sagrados apenas na esperança de conseguir uns votinhos.

É deprimente ver ateus e agnósticos tentarem enganar a si mesmos e aos fiéis. Demonstram com essa estúpida atitude que não sabem que o papel do Estado é garantir a plena liberdade de culto.

Tentar impor as regras da sua crença religiosa a todos é uma atitude tão fundamentalista quanto a dos estados islâmicos.

Se um candidato é católico, evangélico, e fala ao seu público, tudo bem. O insuportável é explorar a religião no período eleitoral.

Que religiosos defendam seus princípios é aceitável. Incomoda é quando a manifestação é unilateral.
A subjetividade do outro não é uma doença.

As pessoas têm o direito de combater as coisas mais estúpidas, mas, não impô-las. É a chamada intolerância dos intolerantes.

É delicado decidir até onde vai a liberdade de expressão!

Acreditar na Bíblia não é fundamentalismo, e poucos que a leem não acreditam nela, embora afirmem o contrário. A poesia tem uma linguagem simbólica, e a religião também a usa.

Os conceitos foram criados e podem ou não serem seguidos, pois fé não se discute, respeita-se.

Nossos políticos têm dificuldade de falar com o povo sobre a sua opção religiosa temendo perder votos. Isso é uma bobagem comparando com o oportunismo eleitoral de declarar o que não é nem nunca foi.
No Brasil existem, declarados, cerca de dois milhões de ateus. Para eles Deus não existe. Esse grupo se assemelha muito aos fundamentalistas.

O cristianismo influenciou muito a nossa formação. E a maioria do povo brasileiro é cristã.
O agnóstico não crê em nada, mas é tolerante com outras crenças.

O mundo é dependente da religião. Sejamos prudentes com a razão, que é civilizatória.
No mundo falta tolerância entre as religiões, criando a estupidez silenciosa, que é perigosa. Devemos sempre trabalhar para alargar a tolerância.

As religiões, em geral, têm ideia sobre a vida íntima das pessoas e o Estado não deve se meter nesses assuntos.

Pode haver uma forma de alguém cultivar uma religião e ser mais generoso.

Existem inclusive uns poucos, muito poucos, que apesar de não comungarem de qualquer tipo de religião, são portadores do que é mais importante, uma profunda religiosidade. São pessoas cujo maior lema é respeitar o outro e suas crenças e diferenças de qualquer ordem.

Todas as religiões têm um efeito formador na nossa sociedade por pregarem valores justos.
Disciplinam muito a vida, porém há pilantras entre elas, assim como eles existem em todos os setores da humanidade.

*GABRIEL NOVIS NEVES é médico e ex-reitor da UFMT
Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=460528

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Advogado da IRLA na América do Sul ressalta que a liberdade religiosa no 3º setor precisa de vigilância

Por Vanderlei José Vianna*

A liberdade religiosa é um direito humano básico assegurado pelas constituições das nações democráticas. Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense em 17 de fevereiro de 2014, o vice-presidente da República, Michel Temer enalteceu a liberdade de religião desfrutada no Brasil. Ele citou levantamento feito em 25 países de todos os continentes pela fundação norte-americana Religious Freedom & Business Foundation, que aponta o Brasil na liderança do ranking de país com o índice mais baixo de restrição religiosa. “Somos a nação campeã em matéria de liberdade religiosa, posição garantida em nossa Carta Magna”, comemorou o vice-presidente.  
De fato, a liberdade religiosa, assim como o direito à liberdade de informação e expressão, é uma conquista da sociedade brasileira, como lembrou Michel Temer. Apesar da primeira Constituição, a de 1824, estabelecer a religião Católica como culto oficial do Império, já estabelecia liberdade de culto. Somente a partir da Proclamação da República, a Constituição de 1891 estabeleceu plena liberdade de culto, o que foi seguido pelas demais cartas, culminando com a Constituição de 1988, que explicitou a separação total entre Igreja e Estado como nenhuma outra tinha feito antes.
Ocorre que, diferente do que pensam alguns, a Carta Maior não construiu um muro instransponível entre Religião e Estado.
Nos exatos termos do artigo 19 da Constituição Federal, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
Muitos deixam de observar a ressalva do artigo 19. Como vemos, a Constituição brasileira não vedou a colaboração entre Igreja e Estado, desde que cada uma não sofra interferências ou embaraços em seu funcionamento. Há que se notar, entretanto, que a eventual colaboração esteja firmada “na forma da lei”.
A Carta Maior não fechou os olhos para o importante papel da religião na vida da comunidade. 

Muro de Separação

Thomas Jefferson foi o primeiro a utilizar o termo “muro de separação entre igreja e estado” em 1802, no sentido de se preservar a independência do Estado e também a independência da religião. Nunca foi seu pensamento que um não pudesse dialogar com o outro ou agir em áreas de finalidade social e de interesse público. No entanto, ainda hoje, alguns são defensores do “muro intransponível”. Desconhecem o verdadeiro princípio da laicidade do Estado. Muitos ativistas confundem o papel do estado laico como se devesse o Estado como ateu e hostil às religiões.
É impossível desconhecer o papel relevante da religião no Brasil, sobretudo na área do terceiro setor, com inúmeras entidades que atuam na assistência social. Impossível fechar os olhos para o relevante papel das escolas confessionais. Levantamento informal da Associação Nacional de Entidades Educacionais Católicas, ANEC, em conjunto com a Associação Brasileira de Entidades Educacionais Evangélicas, ABIEE, aponta que perto de quatro milhões de alunos no Brasil estudam em escolas de caráter confessional, sejam católicas, adventistas, batistas, luteranas, espíritas, judaicas, entre outras.
Na área da saúde, no país atuam mais de 2.100 hospitais filantrópicos e santas casas de misericórdia, a maioria têm como mantenedores uma entidade religiosa, que lhe dão suporte e apontam sua visão e missão. Isso sem contar as inúmeras entidades de assistência social, como creches, lares de idosos, casas de recuperação de drogados, entre outros.
Estas entidades possuem – “na forma da lei” – inúmeras parcerias com o Estado (União, estados, Distrito Federal e municípios) em colaboração saudável para o interesse público, desenvolvendo um irrenunciável papel na moldura da assistencial social do país.
Mais da metade dos atendimentos hospitalares do SUS são realizados por meio destas entidades privadas de saúde de caráter filantrópico, segundo dados da CMB – Confederação Nacional das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos.
No entanto, a democracia deve ficar alerta para inúmeras iniciativas baseadas na visão distorcida do “muro instransponível” que podem criar embaraços para o funcionamento de tais entidades, com reflexos claros no desenvolvimento da religião.
Entidades atentas já identificaram centenas e centenas de projetos de leis tramitando no Congresso Nacional com um viés ideológico e anticlerical que resultarão em interferência e embaraço à saudável liberdade de religião no país até agora desfrutada pelo país.
A democracia não pode deixar passar a oportunidade de garantir a plena liberdade de religião admirada por outras nações do planeta, que é importante, inclusive, para os negócios e para o desenvolvimento social.
Como Thomas Jefferson temos de insistir no lema por ele proclamado: “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.
Vanderlei José Vianna, Advogado em Brasília, é consultor jurídico da IRLA na América do Sul (International Religious Liberty Association - Associação Internacional de Liberdade Religiosa)
Fonte: http://artigos.gospelprime.com.br/terceiro-setor-liberdade-religiosa-questao-vigilancia/