segunda-feira, 13 de maio de 2013

Aeromoça demitida por usar crucifixo receberá prêmio pela defesa da Liberdade Religiosa


A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) reconhecerá nesta sexta-feira com o Prêmio à Defesa da Liberdade Religiosa no Mundo à empregada da British Airways, Nadia Eweida, que foi despedida por usar um crucifixo no pescoço e a que o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a razão.
O prêmio, que reconhece a sua “luta contra a discriminação religiosa no mundo ocidental”, será entregado no marco da III Jornada sobre Liberdade Religiosa que a AIS organiza e acontecerá nesta sexta-feira às 4:00 p.m. na Universidade CEU San Pablo de Madri.
O caso de Nadia Eweida, cristã copta do Reino Unido, repercutiu nos meios quando em 14 de janeiro de 2013 o Tribunal Europeu de Estrasburgo deu a sentença a seu favor no processo feito contra a British Airways por tê-la demitido por usar uma cruz no pescoço. A empresa alegava que usar um crucifixo prejudicava o conceito de marca da empresa.
A Corte sustentou que “os tribunais não respeitaram o equilíbrio entre o desejo da demandante de manifestar sua crença religiosa e o desejo de seu empregador de projetar uma imagem corporativa determinada”. Do mesmo modo, a sentença sublinha que “outros empregados da linha aérea britânica tinham sido autorizados a usar objetos religiosos como turbantes ou hiyab, sem nenhum impacto negativo sobre a imagem da British Airways”.
A linha aérea ofereceu a Eweida um trabalho como administradora onde “não teria que usar uniforme nem teria contato com clientes”, ao que ela se negou. Finalmente, a demandante voltou para a sua função em fevereiro de 2007 quando a companhia mudou sua política para permitir a exibição de símbolos religiosos.
Arcebispo de Bukavu defende os direitos humanos e a paz
Na Jornada também participará o Arcebispo de Bukavu (R.D. do Congo), Dom François-Xavier Maroy, que foi um dos principais defensores da paz e dos Direitos humanos na região dos Grandes Lagos da África Oriental. Maroy teve que fazer frente a várias guerras civis que assolaram a zona leste do Congo, com “graves represálias” para a Igreja, conforme informa AIS.
Atualmente, o Prelado continua denunciando a violência e lutando contra a pobreza, a AIDS e outras doenças, assegurando que “a Igreja é a única organização politicamente neutra que pode ajudar todos a ter um futuro melhor”.
A apresentação do ato está a cargo da presidente da AIS Espanha, Pilar Gutiérrez Corada, e a seguir, acontecerá a conferência ‘Testemunhos de perdão e reconciliação dos mártires da perseguição religiosa espanhola (1931-1939)’, dada pelo sacerdote Jorge López Teulón, postulador da Causa dos Servos de Deus da Província Eclesial de Toledo e da Diocese de Ávila.
Depois de um breve colóquio, o bispo de Getafe, Joaquín María López de Andújar, fará a sua exposição sobre ‘A liberdade religiosa à luz da revelação e da Doutrina Social da Igreja’.
Depois da entrega do II Prêmio pela Liberdade Religiosa no Mundo, Dom Maroy Rusengo falará sobre ‘Os católicos do Congo: necessidades, sofrimentos e esperanças’. Depois desta palestra haverá um testemunho sobre a dificuldade de viver a fé cristã na China.
Para fechar a sessão, intervirá a doutora Soha Abboud Haggar, professora titular Universidade Complutense de Madri, que falará sobre a ‘Situação atual dos cristãos no Egito, Síria e Líbano’. A Jornada encerrará com uma Via Lucis pelos cristãos perseguidos.
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