sábado, 30 de março de 2013

Novela infanto-juvenil Carrossel aborda o tema da Liberdade Religiosa de forma coerente e sutil

Por Uziel Moreira*

Nesta semana, a participação especial do jogador Neymar na novela “Carrossel” chamou a atenção da mídia, no entanto, o que aconteceu de mais curioso foi a abordagem de um tema forte e indigesto: o holocausto judeu.



Numa aula aparentemente normal da Professora Helena (Rosane Mulholland), o aluno Davi (Guilherme Seta) foi vítima de discriminação religiosa. Tudo começou quando Margarida (Esther Marcos) contou para a turma que tivera um sonho no qual ela entregava um crucifixo ao colega. Jorge (Léo Belmonte) então debochou dizendo que Davi não poderia receber o crucifixo por ser judeu e ainda desdenhou do sobrenome semita, Rabinovich.
Seguindo seu objetivo de passar ensinamentos dentro do entretenimento, Íris Abravanel entregou um texto cheio de posicionamento a respeito do assunto. Ao recriminar o riquinho de sua intolerância religiosa, a Professora Helena o informou sobre o holocausto promovido por Hitler, a quem ela definiu como demente por ter executado milhares de judeus.

É digna de nota a preocupação em abordar um tema tão ingrato como este numa atração de grande audiência. Devido ao caráter incômodo da questão, apenas produções com um público selecionado pelo horário tiveram coragem de falar sobre. Caso das minisséries: “Aquarela do Brasil”, de Lauro César Muniz, e “Um Só Coração”, de Maria Adelaide Amaral.
* Uziel Moreira - Mestrando em Literatura e Crítica Literária, pesquisa sobre a teoria intersemiótica. Dramaturgo com mais de 40 peças teatrais apresentadas, professor de humanas. Cinéfilo, noveleiro e mochileiro do tipo farofeiro na Europa e aventureiro na América do Sul.

Fontes: Coisas de Novela
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